quinta-feira, 6 de maio de 2010

Capitulo 2 - 10 Anos Depois (parte 2)

Maria entrou na mansão como se estivesse em sua própria casa, tirando seu casaco jeans encima de um sofá, vestia um vestido bege, olhos escondidos por um óculos escuro, pele latina, lábios nada atraentes, com um pouco de batom, assim como Sophia, tinha uma pinta acima do lábio superior, perto de seu pequeno nariz, cabelos pretos ondulados cobriam suas orelhas.
Sophia pegou o casaco jeans de Maria e colocou ele encima de uma escrivaninha, Maria estava sentada no sofá, olhando ao redor com um leve sorriso que levantava alguns músculos de sua face.
- Onde está meu sobrinho ? -Disse Maria.
- Está em seu quarto, só saíra de la daqui a três horas, pois será quando sua festa ira começar.- Disse Sophia.
- Poderia vê-lo agora ? - Perguntou Maria.
Não, olhe, eu sei que você veio aqui por outro motivo, então seja breve. -Disse Sophia
- Chame John. - Disse Maria.
- Ele está no telefone, me acompanhe até o escritório dele, quando ele terminar de falar você fala logo o que quer e por favor, se retire logo. - Disse Sophia.
- Oh, que chique o modo que você ta falando Suzanne, aprendeu com quem ? - Perguntou Maria.
- Cale essa boca sua vadia mal amada, eu tenho uma vida agora, diferente de você, verme insignificante, e pare de me chamar de Suzanne, me chamo Sophia. - Disse Sophia.
- Ah, ah, ah, como se você fosse muito diferente de mim, 'Sophia'. - Disse Maria.
- Chega de discussão, fique quieta, alguém pode nos ouvir. - Disse Sophia
As duas se dirigiram para o escritório de John, entraram sem bater e ficaram esperando John terminar de falar no telefone.
Vicent estava inquieto em seu quarto, louco para descer e ver o que o aguardava, não tinha mais nada a fazer em seu quarto, brincou com todos seus brinquedos, jogou seus jogos favoritos pela milésima vez, fez alguns desenhos em seu caderno de caligrafia, tocou flauta e tentou se aprimorar no piano, estava hiperativo, o tempo parecia não passar, cada segundo parecia uma hora, já como nada tinha a fazer, não restara opções, a não ser dormir, ou tentar pelo menos.
- Olá Madalene, que te trazes aqui ? - Perguntou John.
Sophia fecha a porta.
- Tudo bem, que você quer Maria ? - Perguntou John.
Após uns dez minutos,Vicent estava deitado, de olhos abertos, quando gritos vindo de baixo ele escutou, sua curiosidade aumentou drasticamente naquele momento, o que teria sido aqueles gritos ?
Vicent não hesitou, se conteve, esperando ver se os gritos iriam continuar, ou parar.
Era uma discussão, pouco ele entendia, apenas murmuros, mas com estes murmuros deu para ele reconhecer que uma das vozes que ele escutara era de sua mãe, aquela voz com sotaque espanhol poderia ser reconhecido em qualquer lugar por alguem que teria escutado ela apenas uma vez na vida.
A discussão continuou, Vicent não aguentou, sua curiosidade era alta demais, e não parava de crescer, e se fosse um bandido ? Poderia ter feito seus pais de reféns e cabe a ele salvar o dia.
Ele se levantou de sua cama, de pés descalços ele bruscamente abriu a porta praticamente a socos e chutes, desceu as escadas como um morto de fome em uma fila de donativos.
Corria, seguia de onde vinha os gritos, ele notou que os gritos vinham do escritório de seu pai.
Ele abriu a porta tão estrondosamente que o vidro se estremeceu, por pouco que não foi transformado em vidraça.
Sophia notara que Vicent estava ali e imediatamente para de discutir com Maria, um sorriso forçado foi exposto em sua face .
-Vicent ! Estávamos treinando o canto de parabéns, por que você saiu do seu quarto sem ninguém o chamar menininho teimoso ? - Disse Sophia, gaguejando um pouco.
- Eu não sou mais menino, sou um homem agora ! - Exclamou Vicent.
- Ah, ah, ah, volte para la agora, e não olhe para o saguão principal. - Disse Sophia num tom eufórico.
Vicent sem nada a falar voltou para seu quarto, estranhou a mulher que estava falando com sua mãe, nunca tinha visto ela na vida.
Após ele sair do escritório, Sophia voltou a falar, normalmente.
- Está bem, você trabalha como garçonete . - Disse Sophia.
Após um tempo de silêncio, Maria concorda balançando sua cabeça verticalmente, em sinal de positividade.
- Que horas eu apareço aqui ? - Perguntou ela com um sorriso sarcástico.
- Daqui a duas horas e trinta minutos. - Disse Sophia.
- Adios Suzanne, e adios Pancho. - Disse Maria.
Sophia e John ficaram com raiva do que Maria tinha dito, aqueles apelidos, 'Suzanne, Pancho' teriam algo alguma relação com fatos de um passado negro dos dois, ou apenas um modo que os dois não gostam de ser chamados.
Maria pegou o casaco sobre a escrivaninha, vestiu ele, se retirou-se da mansão e começou sua caminhada até a saída da mansão.
Ao chegar aos portões de entrada, o motorista da família estava la, ele a ofereceu uma carona, ela aceitou.

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